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Justiça Eleitoral de São Paulo aceita denúncia contra Tiririca

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou nesta segunda-feira denúncia contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, eleito ontem deputado federal pelo PR com 1,35 milhão de votos.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo.

Segundo o juiz, a carta que apresentou para provar que é alfabetizado justifica o recebimento da denúncia. "A prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística aponta para uma discrepância de grafias", afirma Silveira.

Para o juiz, o laudo levanta dúvida sobre o documento apresentado pelo deputado eleito ao apontar um "artificialismo gráfico".

A denúncia foi recebida como complemento de outra aceita no dia 22 de setembro por omissão de bens na sua declaração quando se registrou candidato.

Tiririca tem 10 dias para se defender. O advogado do humorista afirmou que o partido é quem deve se pronunciar. Não foi encontrado ainda representante do PR que pudesse falar do assunto.

DESCANSO

Tiririca está em Fortaleza (CE) para descansar. Com a família, o comediante desembarcou na capital cearense na madrugada desta segunda-feira e falou, ainda no aeroporto Pinto Martins, com a TV Diário, uma emissora local.

"Eu tô muito feliz, agora a gente vai dar uma descansada. Viemos comemorar aqui, na terra da gente, que é muito importante, e a expectativa é a melhor possível. Se Deus quiser, vamos fazer muita coisa boa", disse, em relação ao seu mandato.

Tiririca disse ainda que não imaginava que seria eleito. "É sensacional, é coisa de Deus", disse.



PEDIDO NEGADO

No dia 29 de setembro, o mesmo juiz rejeitou um pedido do promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que queria fazer um teste de escrita e leitura com o candidato.

Para ele, não havia qualquer causa de inelegibilidade, inclusive quanto à instrução mínima.

Na decisão, o juiz afirma que, a lei "não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria, tanto que é preceito do próprio Estado democrático de Direito a pluralidade / diversidade, buscando-se evitar, inclusive, a formação de um elitismo no corpo dos membros dos poderes legislativo e executivo."

Reportagem da revista "Época", de duas semanas atrás, mostrava indícios de analfabetismo do deputado eleito.

Para a revista, o humorista Ciro Botelho --que escreveu o livro "As piadas fantárdigas do Tiririca"-- afirmou que o candidato não sabe ler ou escrever. A reportagem também descreve situações em que ele mostra dificuldade de leitura.

No último dia 22, a Justiça recebeu uma denúncia contra o candidato por omissão da declaração de bens no pedido de registro de sua candidatura. A denúncia também foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral, que entende ter havido falsidade ideológica.

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Dilma e Serra decidirão eleição para presidente no segundo turno


Com 99,99% das urnas apuradas, petista obtém 46,90% e Serra, 32,61%.
Eleitores voltarão às urnas em 31 de outubro para escolher presidente.








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A eleição presidencial será decidida em segundo turno entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), de acordo com os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 99,99% das urnas apuradas, na madrugada desta segunda (4), a petista tinha 46,90% dos votos válidos (sem considerar votos brancos e nulos) contra 32,61% do tucano.

A quantidade de votos a ser apurada não é mais suficiente para Dilma vencer no primeiro turno. Para se eleger em primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos.

De acordo com o TSE, com 99,99% das urnas apuradas, Marina Silva, do PV, registrava 19,33% dos votos válidos, e Plínio de Arruda Sampaio, 0,87%.

Os eleitores terão que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro para decidir entre Dilma e Serra. O início da propaganda eleitoral do segundo turno no rádio e na TV está previsto para se iniciar na próxima terça-feira (5).



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Tiririca lidera corrida para se eleger deputado federal por São Paulo


São Paulo - O humorista Francisco Everardo Oliveira, o Tiririca (PR), lidera as pesquisas semanais do Ibope para a vaga de deputado federal em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil.

Com o resultado, o dono do jargão "pior que tá num fica, vote Tiririca" desbancou políticos tradicionais, como o favorito Márcio França, presidente do PSB em São Paulo, e Paulo Maluf (PP), ex-prefeito da Capital. (Com informações do R7)


Veja imagens de sua campanha no horário eleitoral:


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Dilma evita dizer se tentará concorrer à reeleição, caso seja eleita

Dilma Rousseff e Michel Temer participaram de
encontro com empresários em São Paulo (Foto: AE)

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) evitou dizer nesta segunda-feira  (5) se tentará a reeleição caso seja eleita ou se abriria mão da  possibilidade para uma hipotética candidatura de Luiz Inácio Lula da  Silva. Dilma participou nesta tarde de um almoço-debate em São Paulo com  empresários do Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria  Jr.
Dilma afirmou que, antes de entrar no governo, acreditava que a  reeleição não era necessária. Disse ter mudado de opinião após perceber a  diferença entre o primeiro e o segundo mandatos de Lula, mas evitou dar  resposta definitiva quando questionada se cederia a possibilidade de  concorrer a um possível segundo mandato. “Quando chegar a hora, a gente  discute isso”, esquivou-se.
Em entrevista após o almoço, Dilma foi questionada sobre a declaração  sobre a reeleição. Disse que sua resposta teve “cunho mineiro”.
“Não se sabe o que vai acontecer até lá. Então, quando for o momento, a  gente discute essa questão. Acho que em 2013 vocês [imprensa] podem  começar a me perguntar sobre isso”, disse.
Em eventos recentes, o presidente Lula tem afirmado que, caso Dilma  seja eleita, é natural que seja candidata à reeleição.
Reforma tributáriaA reforma tributária foi tema  recorrente na rodada de perguntas dos empresários à candidata.
Dilma reafirmou que irá buscar promover uma reforma da estrutura  tributária do país, que classificou como "caótica". Citou como problemas  a sobreposição na cobrança de impostos - que chamou de "cascata de  tributos" - e lentidão no sistema de devolução de créditos tributários.
Destacou propostas que têm defendido com frequência: desoneração  integral dos investimentos, redução de tributos sobre remédios e  unificação de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e  Serviços (ICMS).
Aos jornalistas, contudo, Dilma reconheceu que aprovar uma reforma  tributária demandará negociação com um Congresso cuja composição ainda é  incerta.
Em entrevista, questionada se defende um "enxugamento da máquina  pública", Dilma rejeitou o uso da expressão. Disse preferir dizer que a  máquina pública deve ser mais "eficiente". Defendeu um estado  "profissionalizado e meritocrático [com predomínio de quem tem mais  méritos]".
A ex-ministra também fez críticas indiretas a governos anteriores ao  comentar o tema. “Essa época, em que faziam corte linerar [nas  despesas], que era o enxugamento clássico, de se pegar a despesa e  cortar 25%, sabe o que dá? Dá nisso que passamos no Brasil. Você não  tinha projeto de nada. Você não sabia o gasto que estava preservado e o  que não estava.”


Fonte: Site Universo Online. 
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